Conversando com o velho (nem tao velho) P, descubro que o (agora sim) velho B disse que os verdadeiros artistas nao afirmam nada, apenas sugerem...
Esta' feita a sugestao.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Me disseram que
escrevo sempre
a mesma coisa.
porque é só o "e"
e o "s"
sem falar no "p"
que nuncam ficam pra trás.
Com as mesmas palavras
fico no mesmo mundinho
das mesmas rimas subdesenvolvidas
o que muda, ao certo,
é a linha (sempre reta)
(então não muda tanto assim)
tão muda que se cala quase sempre.
também acho que não falo quase nada
Então pra continuar a se esvaziar,
de que vale a pena?
não seria melhor
encher o pulmão
prender a respiração e gritar de vez?
aí, porém,
machucaria quem
de bom grado
(a grado ável)
colocou a mão no ouvido
e parou pra me escutar
Estou no páreo
sem nada a se fazer
a não ser deitar a caneta no papel
e dormir.
No meu sonho
gozarei no final
quando todos já tiverem fumando seu cigarro
e eu, como qualquer cuzão
tomar o ultimo gole
da água que sobrou do ultimo temporal.
minha boca seca, começa a babar
e lambuza o quintal de pisos antiderrapantes,
feitos pra se andar de patins.
escrevo sempre
a mesma coisa.
porque é só o "e"
e o "s"
sem falar no "p"
que nuncam ficam pra trás.
Com as mesmas palavras
fico no mesmo mundinho
das mesmas rimas subdesenvolvidas
o que muda, ao certo,
é a linha (sempre reta)
(então não muda tanto assim)
tão muda que se cala quase sempre.
também acho que não falo quase nada
Então pra continuar a se esvaziar,
de que vale a pena?
não seria melhor
encher o pulmão
prender a respiração e gritar de vez?
aí, porém,
machucaria quem
de bom grado
(a grado ável)
colocou a mão no ouvido
e parou pra me escutar
Estou no páreo
sem nada a se fazer
a não ser deitar a caneta no papel
e dormir.
No meu sonho
gozarei no final
quando todos já tiverem fumando seu cigarro
e eu, como qualquer cuzão
tomar o ultimo gole
da água que sobrou do ultimo temporal.
minha boca seca, começa a babar
e lambuza o quintal de pisos antiderrapantes,
feitos pra se andar de patins.
ANO ZERO
Com as poucas palavras que se espremem para sobreviver ao espaço mínimo do meu vocabulário, tento escrever.
No entanto, num misto de rejeição, vazio e maldade (aqui encarado como algo natural, próprio da natureza caótica e inconsequente de tudo o que é sensível), esssas pequenas tentativas de se manifestar não encontram refúgio, nem auto-estima suficiente para concentrar forças a ponto de esboçar ou sugerir algo que realmente valha a pena. No meu caso, que valha a tinta.
Não tenho medo de escrever bobagem - ao contrário.
Me surpreenderia se, por acaso, esse amontoado de rabiscos traduzissem o que se passa no meu estômago.
( Morte ao coração!)
No entanto, num misto de rejeição, vazio e maldade (aqui encarado como algo natural, próprio da natureza caótica e inconsequente de tudo o que é sensível), esssas pequenas tentativas de se manifestar não encontram refúgio, nem auto-estima suficiente para concentrar forças a ponto de esboçar ou sugerir algo que realmente valha a pena. No meu caso, que valha a tinta.
Não tenho medo de escrever bobagem - ao contrário.
Me surpreenderia se, por acaso, esse amontoado de rabiscos traduzissem o que se passa no meu estômago.
( Morte ao coração!)
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