sexta-feira, 28 de maio de 2010

se fosse qualquer coisa
se não fosse isso
(ser qualquer coisa)
se qualquer fosse uma
coisa nenhuma
seria sempre
quase nada
e quase sempre
é sempre assim.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Não vou nem pensar.

nem poderei.

os planos são meus desejos
meu endereço é a distância.
sou lento papel
alçando vôo
no vento
de lá
e que varre minhas entranhas
e que assusta
quem vê flores
onde não tem flores
não tem nada
pra vê o que se vê
entao não vejo nada
e me perco.

Ó.
me perdi!

e se perder
(se me per der)
talvez
seja a unica opção.


é o grito.


um eco seco
sacro
disso
tudo

(o que é isso?)

sei não.
to por ái á toa.
Só sei que a cada grito
o eco
lá de dentro me sopra:
voa!